Pra ti é bem fácil doutor.
Pra você é tudo mais colorido.
Você cativa a tudo e todos, com um sorriso conquista um aqui e outro ali. Deve ser esse o motivo de não nos encaixarmos.
Eu sou aquela garota fechada, dura na queda, ninguém se apaixona por mim.
E a única coisa que você consegue trazer pra minha vida é dor.
Dor de não te ter sempre por perto.
Dor de dividir sua atenção com mil e um amigos.
Dor de perceber que não passo de uma pessoa a mais na sua vida.
Dor de sentir dor.
Dor de sufocamento.
Dor de saudade.
Quinze minutos.
Sim, quinze, e o telefone não tocou, você não se importou.
A verdade é que está ocupado demais pra lembrar de mim, pra pensar em mim, pra ao menos tentar resolver tudo. Percebo que pra você o que importa não é me deixar bem, pois se isso importasse teria ligado mais cedo, teria feito qualquer coisa. Não sei você, mais eu meço o amor pelos sacrifícios e não pelas coisas fáceis de se fazer. Dizer que ama é fácil demais, provar que ama é coisa pra gente de outro mundo, e você, é daqui mesmo, mais um ser humano frio e escasso que não se importa com a dor do outro, apenas com sua própria felicidade. Que seja.
As pessoas são assim, dizem que não sabem viver sem você. Depois aprendem e esquecem de comemorar contigo. E deixam vazio o lugar que sempre será delas.
Sabe o que é chato? Perceber que tudo que acreditamos é uma verdadeira mentira. Destino, alma gêmea, amor verdadeiro, e todas essa bobagens infantis de conto de fadas.
Aprendi a amar menos, o que foi uma pena, e aprendi a ser mais cínica com a vida, o que também foi uma pena, mas necessário. Viver pra sempre tão boba e perdida teria sido fatal.